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There is Something Better than Perfection

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“O preconceito às pessoas com deficiência configura-se como um mecanismo de negação social, uma vez que suas diferenças são ressaltadas como uma falta, carência ou impossibilidade. A deficiência inscreve no próprio corpo do indivíduo seu caráter particular. O corpo deficiente é insuficiente para uma sociedade que demanda dele o uso intensivo que leva ao desgaste físico, resultado do trabalho subserviente; ou para a construção de uma corporeidade que objetiva meramente o controle e a correção, em função de uma estética corporal hegemônica, com interesses econômicos, cuja matéria-prima/corpo é comparável a qualquer mercadoria que gera lucro. [...] O corpo fora de ordem, a sensibilidade dos fracos, é um obstáculo para a produção. Os considerados fortes sentem-se ameaçados pela lembrança da fragilidade, factível, conquanto se é humano.”

 

"Prejudice to people with impairment is configured as a mechanism of social denial, once its differences are highlighted as a lack, deficiency or impossibility. The impairment registers in the individual's own body their particular nature. The impaired body is insufficient for a society that demands from it intense use which leads to physical exhaustion, result of the subservient work; or for the construction of a corporeality that merely aims the control and correction, based on a hegemonic body aesthetics, with economical interests, which raw material/body is comparable to any goods that generate profit. [...] The body out of order, the sensitivity of the weak, is an obstacle of production. Those considered strong feel threatened by the memory of frailness feasible, while being human."

Luciene M. da Silva
O Estranhamento Causado pela Deficiência: Preconceito e Experiência

 

 

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